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Carga tributária é obstáculo para pequenos e médios empresários

É o que revela levantamento Insper/Santander, que apontou a elevada tributação como maior empecilho macroeconômico para os negócios

Dos 1.328 pequenos e médios empresários ouvidos em pesquisa do Insper e Santander Brasil para o cálculo do Índice de Confiança dos Pequenos e Médios Negócios (IC-PMN) do terceiro trimestre, 39,23% disseram que o maior empecilho macroeconômico para a evolução de seu negócio é a carga tributária vigente no País.

O atual nível da taxa de juros configura o maior empecilho ao desenvolvimento do negócio para 26,58% dos pesquisados. A inflação é citada por 15,59%. Para 14,91%, o maior empecilho é o desemprego. A taxa de câmbio foi citada por 3,69% dos entrevistados.

a abertura por setores, a indústria é que vê a carga tributária como maior empecilho macroeconômico para a evolução de seus negócios (51,42% dos entrevistados). No comércio, ela aparece com 37,52% e, nos Serviços, com 35,90%.

CONFIANÇA

Os médios e pequenos empreendedores voltaram a depositar confiança no desempenho da economia no terceiro trimestre em relação ao trimestre anterior.

Essa melhora é representada pelo avanço de 2,6% do Índice de Confiança dos Pequenos e Médios Negócios (IC-PMN), calculado pelo Centro de Estudos em Negócios do Insper em parceria com o Banco Santander.

Com a alta, o indicador alcançou 72 pontos, interrompendo um período de incertezas sobre a nova gestão do Brasil e de registros de queda no último semestre.

"O IC-PMN praticamente reverteu a queda registrada no segundo trimestre, com variações positivas em todos os quesitos, regiões e setores, com exceção da Indústria", pontuou Gino Olivares, professor do Insper e pesquisador responsável pelo IC-PMN.

Para ele, os resultados apontam que, mesmo no cenário atual de baixo crescimento, os pequenos e médios empresários conseguem visualizar possibilidades de melhoria nos próximos trimestres.

Em relação ao crédito, o diretor do segmento de Negócios e Empresas do Santander Brasil, Cassio Schmitt, disse que a demanda permanece. O empreendedor ainda está cauteloso, mas já demonstra interesse em investir para o crescimento do seu negócio, segundo ele. "Vemos de forma positiva e estamos prontos para apoiá-los."

A variação do IC-PMN foi positiva em todas as regiões analisadas, com destaque para o Sul, que registrou a maior alta, de 4,9%. O Nordeste, com 4,5%, vem em seguida, à frente de Sudeste e Norte com 1,4%, cada um. Por fim, a menor evolução foi a da região Centro-Oeste, com 0,5%.

Por atividade econômica, dois dos três setores registraram evolução: Serviços, com 6,1%, e Comércio, com 1,7%. A Indústria recuou 1%.

Na análise do índice por questão, foram registradas variações positivas em todos os quesitos. O dado de Investimento subiu 4,9%; Empregados, 4,2%; Ramo, 2,5%; Faturamento, 2,1%; Lucro,1,6%, e Economia, 0,5%.

Os números do IC-PMN foram obtidos por meio de entrevistas telefônicas com 1.328 pequenos e médios empresários de todo o País, dos setores da indústria, comércio e serviços. A margem de erro do índice é de três pontos porcentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

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